Ford Puma, o comparativo de Gerações

De um coupé desportivo a um crossover de inspiração SUV, há vinte anos de diferenças e nós fomos conhecê-las lado a lado.
Ford Puma, o comparativo de gerações

Em 2020 a sigla Puma viu a luz do dia. Recentemente chegado ao mercado nacional, o Ford Puma passou de um Coupé dos anos 90, para um crossover compacto de inspiração SUV que reúne um design exterior atraente, a melhor capacidade de carga da classe e uma sofisticada tecnologia Mild-Hybrid, coisas que nos anos 90 seriam impensáveis.

Este renovado Puma introduz um novo capítulo na identidade de design da Ford tal como o seu antecessor. Nos anos 90 a Ford introduziu o capítulo do “New Edge Design” aos seus modelos. 

O novo Puma  adopta detalhes de estilo carismático, tais como os distintivos faróis dianteiros posicionados no topo dos guarda-lamas e as linhas atléticas e aerodinâmicas.

As proporções compactas típicas de um crossover resultam numa elevada altura ao solo que proporciona uma experiência de condução confiante e segura, e possibilitam também uma capacidade de bagagem de 456 litros, sem constrangimentos, e que se posiciona como a melhor da classe. 

Apresentando-se no mercado com diversas personalidades distintas: o Puma surge como um verdadeiro desportivo, o Puma ST (ainda não disponível), um mini-desportivo, Ford Puma ST-Line, e como um civilizado Puma Titanium. Os proprietários do novo Puma dispõem de uma ampla gama de sofisticadas motorizações Ford a gasolina (EcoBoost) e diesel (EcoBlue), conjugadas com o sistema Auto Start-Stop (de série), que reduz ainda mais os custos de utilização, e com uma eficaz e rápida transmissão manual de seis velocidades.

A gama de cores inclui 10 vibrantes tonalidades: Blazer Blue, Frozen White, Race Red, Solar Silver, Agate Black, Lucid Red, Grey Matter, Desert Island Blue, Magnetic e Metropolis White.

A análise: Consegue o novo Puma cativar a atenção de um proprietário do clássico Ford Puma 1.7 dos anos 90?

Fomos até junto de um dos nossos membros para testar esta versão. Emanuel Silva, um feliz proprietário de um Ford Puma 1.7 VCT dos finais da década de 90, relata-nos a sua experiência com o novo Ford Puma ST-Line MHEV.

“Muita tinta correu acerca deste SUV quando foi finalmente apresentado.

Mordido pela curiosidade, fiz o test-drive a um ST-Line.

Vou começar pelo interior, pois é aí onde o condutor “vive”. Tenho de concordar que o ambiente é bem confortável e funcional. O toque tecnológico do painel de instrumentos totalmente digital é bastante bem concebido, sofisticado. Sem sombra de dúvidas que é o meu elemento favorito, seguindo para os bancos. 

Emanuel Silva

Também em relação ao interior, grande destaque para a bagageira com a sua box que permite ser lavada à mangueira. Sim, a mesma tem um ralo no fundo. Em tom de brincadeira, já estou a ver os homens a encher aquilo de gelo para deixar lá umas bebidas… enquanto estão descontraídos na pesca.

Em relação a comportamento dinâmico, a versão testada de 125 CV assistida por um sistema mild-hybrid tem a força necessária mas não é bruto nas reacções. A palavra de ordem é segurança no rolamento.

Devido ao nome Puma, muitos entusiastas lembram-se do original.

Tem andamento para se debater com um Puma 1,7 VCT de igualmente 125 cavalos?

NÃO. Conceitos completamente diferentes. O velho coupé ganha nas performances. Apenas vai perder nos consumos, conforto e espaço.

Pouco há a falar deste motor, simplesmente o mais premiado de sempre nesta cilindrada que tem uma pegada ecológica mais amiga graças ao sistema híbrido. Na versão testada, conta com um motor 1.0 EcoBoost Hybrid, com caixa manual de 6 velocidades, atingindo consumos de 5.4L/100km.”

Emanuel Silva

O “truque” da optimização de combustível

Os proprietários do novo Puma estarão entre os primeiros a beneficiar da arquitectura Mild-Hybrid da Ford, concebida de raiz para proporcionar os mais baixos consumos e, ao mesmo tempo, complementar a experiência do prazer de condução Ford com um desempenho mais potente e ágil.

A tecnologia EcoBoost Hybrid reforça o motor a gasolina EcoBoost de 1,0 litros do Puma com um sistema integrado motor de arranque alternador, de 11,5 kW (BISG: Belt-Driven Integrated Starter/Generator), comandado por correia. Substituindo o alternador mais comum, o BISG permite a recuperação e armazenamento da energia geralmente perdida durante a travagem e com o veículo em desaceleração, carregando um conjunto de baterias de iões de lítio de 48 volts, refrigeradas a ar. 

O Sistema Mild-Hybrid inteligente e auto-regulado monitoriza continuamente a forma como o veículo está a ser utilizado, determinando o momento e com que intensidade em que deve carregar a bateria, para um benefício optimizado, e quando utilizar a carga que fica armazenada na bateria.

A decisão final

No que à estética diz respeito, são gostos. Cada pessoa tem os seus. Em tom pessoal, não me identifico com SUV’s.Aquela “carinha” muitas vezes é questão de hábito. Odiei quando o vi em fotos, achei mais engraçado no test-drive.

Tenho alguma simpatia pelo Ford Puma ST-Line MHEV em Metropolis White testado para este artigo.

Com o tempo, consegue-se ver algo engraçado na linha da frente. Chamo-lhe de “sapinho”.

Emanuel Silva


Para quem anda à procura de um SUV compacto, é uma boa opção?

Sim. E tudo por culpa da qualidade dinâmica de segurança transmitida na condução, tal como ao restante da sua concepção interior.

Para não falar na sua performance com baixos consumos.

Emanuel Silva